Os bons negócios de Michael Klein

Em 1957, o imigrante judeu polonês Samuel Klein abriu uma pequena loja na cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo, sem imaginar que esta lojinha se transformaria numa famosa rede nacional: a Casas Bahia. Com a ajuda de seus dois filhos e netos, a rede cresceu, espalhando-se pela maioria dos estados brasileiros. Em 2009, a família Klein decidiu vender a rede para o grupo Pão de Açúcar, formando, junto com as redes Pontofrio e Extra, a gigante Via Varejo, a maior holding de móveis e eletrodomésticos do país. Dez anos depois, Michael Klein, filho do falecido fundador, retomou o controle da companhia, que agora conta com uma Casas Bahia ainda maior: mais de 750 lojas, 50 mil funcionários e um faturamento de R$ 26 bilhões. Mas, o que Michael Klein fez nessa década em que ficou fora da empresa? 

Quem conhece um pouco a vida dos homens de negócios que comandam as grandes corporações do mundo, percebe que eles têm diferentes preferências de investimento. O megainvestidor Warren Buffet gosta do mercado de ações desde a adolescência; o brasileiro Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev, do Burger King e da Heinz, não se cansa de procurar novas empresas para investir; o Presidente americano Donald Trump ficou famoso por se tornar magnata do mercado imobiliário, possuindo alguns dos melhores imóveis de Manhattan – assim como Ray Korc, que cobrava aluguel dos pontos comerciais de sua própria empresa, o McDonald’s. Mas todos estes homens têm algo em comum: reinvestiram os lucros de seus negócios principais em negócios diferentes, ou seja, diversificaram seus investimentos. Foi exatamente o que fez a família Klein. O negócio de móveis e eletrodomésticos ajudou a família a abrir uma companhia de táxi aéreo, uma rede de concessionárias de carros de luxo e uma empresa especializada na aquisição e gestão de imóveis, que é a mais antiga delas. Atualmente chamada de Capital Brasileiro de Empreendimentos Imobiliários, a empresa foi criada nos anos 1960 para viabilizar aquisições de imóveis para instalação das lojas Casas Bahia e de Centros de Distribuição da rede.

Samuel Klein havia criado desde cedo o hábito de comprar imóveis e “colecionar figurinhas”, termo que usava para se referir às escrituras das propriedades. Aprendendo com o pai, Michael Klein deu continuidade aos investimentos imobiliários da família, principalmente após a venda da Casas Bahia. Realizou aquisições de diversos segmentos de imóveis como terrenos, galpões, lojas, prédios comerciais, centros de distribuição e hangares, até alcançar um impressionante patrimônio de 440 imóveis, que geram uma receita anual de mais de R$ 250 milhões. Estima-se que todos os imóveis hoje administrados pela empresa estejam avaliados em mais de R$ 4 bilhões.

Por mais que, mundo à fora, empreendedores se tornem bilionários investindo em novos negócios, mercado de ações e fundos de renda variável, aqui no Brasil a família Klein vem dando uma demonstração de como se pode fazer fortuna investindo em imóveis.

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