Imóveis são um bom investimento? Saiba mais sobre este mercado

A TAXA DE JUROS E A AFFORDABILITY

O COPOM – Comitê de Política Monetária – reduziu mais uma vez a taxa de juros (SELIC) no Brasil, de 2,25% para apenas 2,00% ao ano. É a menor taxa de juros da série histórica. A decisão foi tomada com o intuito de estimular uma recuperação mais rápida da economia diante da queda do PIB provocada pela pandemia do coronavírus no mundo.

Conforme havíamos comentado em uma publicação de agosto do ano passado, o setor imobiliário é um dos segmentos mais beneficiados num ambiente de juros baixos. Isso porque uma taxa SELIC menor também faz com que os bancos reduzam suas taxas de juros, tornando os empréstimos imobiliários mais baratos e acessíveis a um maior número de pessoas. Essa acessibilidade de tomar empréstimos é chamada de “affordability”, que nada mais é do que o poder de compra de uma pessoa e a sua capacidade financeira para contratar um financiamento. Essa capacidade é diretamente influenciada pela taxa de juros e pela renda per capita, que por sua vez estimulam os bancos a aumentar o prazo de financiamento, permitindo que as prestações diminuam e caibam no bolso de mais pessoas.

Relembrando, em 2001, a renda per capita brasileira anual era de R$ 7,5 mil e os juros para financiamento eram de 12,5% ao ano. Os bancos financiavam por no máximo 120 meses, exigindo uma renda mínima de R$ 15,3 mil por mês e com uma prestação inicial de R$ 4,6 mil. Imaginem que para um brasileiro comprar um imóvel na época era necessário ganhar, por mês, o dobro da renda per capita brasileira anual, ou melhor, ganhar 24,5 vezes mais que um brasileiro médio ganhava por mês.

Em 2014, nossa renda per capita anual já havia chegado aos R$ 27,2 mil e os juros a 8% ao ano. Os bancos já estavam financiando por até 420 meses e exigindo uma renda mínima de R$ 7,5 mil por mês, com uma prestação inicial custando a metade que a de 2001. Ou seja, para o brasileiro comprar um imóvel naquele ano, bastaria ganhar um salário mensal 3,3 vezes maior do que a renda média mensal brasileira. Percebam que uma simples redução dos juros e o crescimento do PIB aumentaram em mais de 7 vezes o poder de compra dos consumidores.

E agora, com a nova taxa de juros definida pelo COPOM? Bem, em 2019, a renda per capita brasileira alcançou R$ 34,7 mil anual. Assumindo que, devido à pandemia, o PIB brasileiro apresentará uma queda de cerca de 4% em 2020, nossa renda per capita anual será de aproximadamente R$ 33 mil. Com a taxa de juros dos financiamentos podendo chegar a 6% ao ano, a “affordability” aumentará ainda mais, permitindo que uma pessoa que ganhe até 2 vezes a renda média mensal brasileira possa assumir um empréstimo imobiliário. O que isso significa? Que milhões de pessoas a mais estarão aptas a financiar imóveis no Brasil nos próximos meses, criando condições de o País voltar a viver um período fantástico para investimentos imobiliários.

Quer saber mais sobre as tendências deste mercado e conhecer algumas das melhores opções de investimento do médio vale? Entre em contato! WhatsApp: bit.ly/schneider-whats

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